“E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito...” Ecl.2.11a
Dias atrás, eu partia para nossa reunião de oração. Aquele dia, como os outros, tinha sido, todo, tomado de atividades.
Então me ocorreu um questionamento: “Trabalho ou serviço?” Mas, não seriam a mesma coisa?
Não, não são a mesma coisa.
Pela manhã eu estou trabalhando com um irmão:
“Meu amigo, vamos tomar um café? Eu preparo”.
À tarde, convido-o:
“Irmão, vamos, juntos, fazer uma visita? Podemos usar o meu carro”.
À noite, haverá uma reunião de culto e comento:
“Ah! Temos que voltar a tempo para a reunião da noite, pois eu vou dirigir o momento de louvor”.
O dia foi tomado com atividades. Muito, muito trabalho.
O que eu não comentei com meu irmão é que eu me propus a preparar o café porque eu queria fazer do meu jeito. O café que ele prepara é fraco e doce.
Eu queria que fizéssemos a visita usando meu carro, pois não gosto de andar no dele.
Eu dirigi o momento de louvor na reunião, pois não gosto da maneira como os outros o fazem.
Aqui está: todo o meu trabalho girava em torno de mim mesmo. O servo e a pessoa servida eram a mesma: EU. Não eram nem Deus nem o meu próximo.
Tomando emprestado as palavras de Salomão, este trabalhar, trabalhar, não passa de um correr atrás do vento, é vaidade, trás aflição de espírito e não tem nenhum proveito debaixo do sol.
A diferença entre o trabalho e o serviço é que no segundo caso, quem está em evidência é o Senhor, já que trabalhamos para Ele, e o meu próximo, pois somos chamados a servi-lo.
Como é que o meu amigo aprecia o café?
Em qual carro ele prefere andar?
Qual é a maneira de louvar que agrada ao coração de Deus?
Neste caso, estou servindo. E servir é muito mais que trabalhar.
Ainda as atividades foram muitas. Ainda fiquei cansado no final do dia. Ainda as horas foram poucas. A diferença foi que servi.
E como servi meu próximo como se o fizesse ao Senhor, quem ficou entronizado todo o tempo foi o Senhor.
Não fui eu, nem meu irmão, nem o trabalho em si. Não foi meu nome, nem o do meu irmão, nem a minha atividade ministerial.
Isto não é correr atrás do vento. Isto é trabalhar, trabalhar muito, estar ocupado todo o dia.
Mas a glória será para o Rei.
Guarde meu coração, Ó Deus.
Suriba
Dakar