Buscai o Senhor e o seu poder; buscai perpetuamente a sua presença. (Sl. 105.4)
 
     
     
     
     
 
 
 
 
 
 
 
 
     
 
   
   
 
       
 
Sete Frases
 


 

 

   
Você já pensou se alguém, nos seus últimos instantes de vida, resolvesse dizer tudo que devesse ser dito numa vida? Não apenas dizer tudo de forma correta, mas tudo de forma completa? E, isto em suas últimas horas? Se isto fosse possível, teria que ser um perfeito e completo resumo.

Vivemos dezenas de anos e às vezes temos dúvida se já falamos tudo que deveríamos ter dito; às vezes pensamos que já falamos demais, mas não tudo.
O que dizer, então, de entregar um resumo completo antes de morrer?! Não, ninguém o ousaria. O ser humano é por demais limitado! A não ser que...

A não ser que esta pessoa fosse perfeita, plena. Então a encontramos no calvário. Ela viera por nossa causa. Vivíamos nas trevas; pobres, cegos e nus.
Ao vir a Luz, a odiamos, a perseguimos e a rejeitamos.

E...

Começa o resumo.

Ele, Jesus, está morrendo por nós na cruz, crucificado por nós. O Primeiro “por” significa “no lugar de” e o segundo, “pela instrumentalidade de”.
A maldição tomaria a terra, completamente e num milésimo de segundo, se tão somente o Perfeito, o Justo, pedisse um julgamento para quem o crucificava. Ah, se ele pedisse vingança!

Sim, Ele teria que ter uma palavra em relação aos seus inimigos, aos inimigos da luz, da verdade e do amor. E lhe vem aos lábios: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Uma segunda frase:

Jesus olha em torno de si e vê... os amigos. Gente também sofredora, que o seguia. Eram mais do que próximos, eram gente de casa. O próximo pode ser um desconhecido que desce de Jerusalém para Jericó. Mas, nós temos família, temos amigos! Somos seres sociáveis, fomos criados assim. Vocês já ouviram de João, o discípulo amado? E de Maria, que o seguia, discípula cuja alma estava sendo traspassada por uma espada de sofrimento? Ela era a mãe dele! Jesus, além de ser alguém introduzido na sociedade humana, foi introduzido numa família humana.

Assim, ele teve um “pai adotivo”, mãe, irmãos, amigos. Pois é, esta área da vida é tantas vezes esquecida. Mas não por Ele. Eis perto da cruz, seu discípulo João e sua mãe, Maria. “Mulher, eis aí o teu filho”. E ao discípulo: “Eis aí tua mãe”.

Se os inimigos lhe vieram à mente e aos lábios, e da família não se esqueceu, havia um próximo, também moribundo e, agora, crente. Um arrependido que clama.

Falávamos do próximo. E... se não cuidamos, os esquecemos. Podemos nos lembrar dos inimigos que nos ferem e se distanciam, e nos esquecer de um próximo em desespero. Jesus o ouviu e lhe disse: “Hoje, estarás comigo no paraíso”.

Mas, e quanto a ele?

Os que o circundavam não foram esquecidos. Ele se preocupa pelo perdão aos inimigos, pelo bem estar da mãe, do amigo João, pela salvação do próximo. Mas, e quanto a Ele, Jesus? Ele tinha uma alma, com vontade, emoção, intelecto.

E...

Neste momento, no que concerne à sua vida humana, Ele se sente abandonado. Disto Ele já previra, mas se dispusera a beber “o cálice”. Contudo, o fato em si, isto é, sua disposição, não negará seu sofrimento.

No seu caso, o cálice não era apenas um cálice de sofrimento físico, mas era também de abandono. E, do fundo do coração grita, clama: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Quanto à sua vida física:

Um Cristo amor, um Cristo sofredor, com um coração, uma alma... Jesus era uma pessoa normal. E, a despeito de muitos docetistas que negariam, mais tarde, a encarnação do Verbo, Jesus testemunhara na cruz: “Tenho sede”.

Jesus tinha um corpo. O fato de guardar em si a plenitude da perfeição e da santidade; não o tornara imune aos açoites, aos cravos, à cruz, à sede. Tenho sede, e Jesus toca num outro domínio da vida humana. Nesta terra o ser humano é também físico. E tem muita gente querendo se esquecer disto, pois o ser físico é também limitado. Ele, disto se lembrara.

Tivesse Jesus parado aqui suas frases e já seria por demais glorioso. Contudo, o homem foi feito com um propósito. Um dos problemas da humanidade é que bilhões não compreendem, ou rejeitam, o fato de que Deus nos criou, todos, com um propósito em mente. E... de que erramos o alvo. Pecamos, não cumprimos o projeto de Deus. Quanto a isto, Jesus teve uma última palavra antes de morrer:

Ele disse: “Está consumado”.

Terminando o resumo:

E sua hora chega.

O Verbo encarnado vai expirar. Mas, o Ser abandonado, com o corpo pregado à cruz, que pensou em tudo e em todos; era também um Ser espiritual. Sim, Jesus era um com o Pai.

Leia os evangelhos... Você encontrará nitidamente um “Jesus carne e sangue”, mas jamais um “Jesus carnal”. Jamais! Assim, o Jesus humano, era também, um Jesus Espiritual, um espírito vivificante. Falando em espírito, antes de morrer ele já havia definido sua viagem: “Vou para o Pai”. Então, na cruz, Ele repete.

Fazia parte do resumo completo. “Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito”. Ele não somente disse tudo correto, mas o que disse foi tudo o que devia ser dito.

Jamais alguém fizera um resumo igual.

Maravilhoso Jesus.

Missionário Moisés Suriba
Dakar