“Eu sou devedor, ...estou pronto. ...não me envergonho...” Romanos 1.14-16
“Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes”, Paulo, um devedor. E nós também.
Esta dívida não é baseada no fato de “gregos ou bárbaros” nos tenham feito algum bem, que exigiria uma retribuição. Nossa dívida deve ter como causa única o amor e a graça de Deus.
O fato de termos recebido do Senhor uma riqueza incalculável, deve levar-nos a compreensão lógica do dever de repartir este tesouro com os que nada tem.
E este dever não deve produzir resmungos nem murmuração. Nosso coração deve estar cheio de gratidão e de amor. Amamos a Deus e aqueles que Ele ama, e, impregnados pela compreensão de sua graça, sentimo-nos em dívida pelos miseráveis da terra.
“E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma”. Paulo estava pronto. Nós também devemos estar.
“Meus amigos, no que depender de mim, da minha parte, quanto a mim, eu estou pronto para ir até vocês para lhes anunciar o evangelho. Eu não sei como ou quando será a viagem. Muitas vezes eu propus ir até vocês. Até agora tenho sido impedido. Eu não sei o que me espera amanhã. Mas no que me concerne, estou pronto. E no meu coração eu tenho um desejo ardente de estar com vocês”.
Não foi exatamente com estas palavras que Paulo descreveu sua prontidão, podemos ver no texto, mas deve ser este o coração de alguém que está motivado e determinado pela compreensão da graça de Deus.
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu e também do grego”. Paulo não se envergonhava do evangelho.
O Evangelho de Jesus Cristo traz como cena principal uma vergonhosa cruz, onde nosso Senhor, o Messias, foi crucificado. O evangelho de Jesus é escândalo para os judeus, uma loucura para os gregos. O evangelho da cruz leva o discípulo a andar na contra-mão do pensamento dominante neste mundo.
Mas, não devemos olhar para o manto belo e luxuoso que cobre as religiões, nem nos deixar seduzir pelas suas belas cerimônias. Devemos estar conscientes da nulidade da filosofia grega e de qualquer outra. Sem Cristo, tanto judeus quanto gentios, marcham para o inferno. Como o apóstolo, devemos estar seguros do poder que age através do Evangelho de Cristo.
Dívida, determinação, certeza da eficácia do evangelho de Jesus: Paulo caminhava aqui. E nós, onde estamos?
Moisés Suriba
Missionário da Jami na África